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Produzir X Preservar: união de conceitos é premissa em MT

21/08/08 às 15:15

 

Legalidade e responsabilidade sócio-ambiental. Na atuação de uma empresa do setor de base florestal, tais vertentes merecem destaque e devem, obrigatoriamente, associar-se para garantir o sucesso a partir do desenvolvimento sustentável. Apesar de todas as crises desencadeadas por operações policiais em Mato Grosso, que intitulam o setor como ‘vilão da floresta’, os industriais têm trabalhado constantemente para reverter essa imagem e praticar a exploração sustentável das florestas nativas, apontada como alternativa para o aumento da produção.

Para o presidente em exercício do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), Jandir Milan, o embate envolvendo preservação e produção ainda não será resolvido, mas o setor de base florestal tem colocado em prática diversos projetos de reflorestamento e de manejo florestal sustentável, que muito colaboram para mudar a ‘negativa’ imagem do Estado. “O produtor rural precisa da floresta ‘em pé’ para torná-la economicamente viável. Não só o Brasil, mas todo o mundo deve desmistificar Mato Grosso como o Estado que mais desmata e voltar atenções para as melhoras na atuação do setor”, avalia.

Esse contexto permitiu que Mato Grosso aportasse no cenário internacional, demonstrando sua potencialidade e pujança econômicas associadas à capacidade de produzir preservando. Tal fato tem, aos poucos, provado ao mundo a busca do Estado por tornar-se referência em desenvolvimento de maneira sustentável. “Tivemos anos difíceis, cercados por diversos problemas. Mas vale ressaltar que, a cada pendência solucionada, gerávamos perspectivas positivas. Vivemos hoje um momento favorável, graças à conscientização do setor”, avalia o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Mato Grosso (Sindusmad), José Eduardo Pinto.

De acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), em 2006 foram aprovados 25 projetos de reflorestamento e, em 2007, esse número aumentou para 36. Até o primeiro semestre de 2008 foram contabilizados 25. Além disso, em 2007 foram 141 projetos de manejo sustentável, dos quais 121 foram aprovados até julho deste ano. O ‘Cadastro de Contribuinte’ da Sema contabiliza 2.914 empreendimentos do setor, concentrados principalmente na região norte do Estado: Sinop (156 indústrias, entre madeireiras e moveleiras), Cláudia (48), Marcelândia (44), Juara (39), Alta Floresta (38), Feliz Natal (37) e Sorriso (36), Juína (33) e Cuiabá (32).

Os números de exportação do complexo madeira de Mato Grosso (serrada, perfilada/compensada, bruta, objetos, móveis) atingiram a cifra de US$ 107.805 milhões de janeiro a junho deste ano, segundo o Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiemt. O montante representa um incremento de 4,6% em relação ao mesmo período de 2007. De volume total exportado, 94% referem-se às madeiras serrada e perfilada/compensada, enviadas para países como China, Bélgica, França, Reino Unido, Alemanha e Itália, entre outros.

Devido à relevância do segmento para a economia estadual, os representantes da indústria e classe produtiva realizam, a cada dois anos, a feira Promadeira - referência do setor madeireiro e moveleiro no país. Este ano, o evento ocorrerá pela terceira vez consecutiva em Sinop, considerada a capital do setor de base florestal de Mato Grosso. Nas cinco edições anteriores, o Promadeira atingiu quase 20 mil pessoas, com mais de 170 expositores de máquinas, equipamentos, madeira e móveis. Para a edição de 2008, de 27 a 30 de agosto, são esperados mais de 12 mil visitantes e 90 expositores nas Feiras de Madeira, Móveis e Artesanato, Máquinas e Equipamentos.

O Promadeira é uma realização do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira (Cipem), Sistema Fiemt e Sindusmad. O evento conta com apoio de parceiros importantes, como o Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia. Mais informações: (65) 9227-4863.

DESMATAMENTO - Dados divulgados no mês de julho pelo sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), constataram queda no desmatamento da Amazônia em junho. Cerca de 870 km² da floresta foram mapeados como corte raso ou degradação progressiva durante o referido mês, período em que 28% do território esteve coberto por nuvens.

Mesmo com o aumento da área observada em junho - 46% da Amazônia Legal não pôde ser verificada pelos satélites no mês anterior -, houve redução de 20% no desmatamento em relação ao registrado em maio, quando foram detectados 1.096 km² de área degradada. Mato Grosso apresentou redução de 70% no comparativo maio/junho. Do total detectado em junho, 197 km² de foram verificados no Estado, contra 646 km² no mês anterior.

Assessoria Promadeira

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