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Indústria perde fôlego no final de 2009, mas deve recuperar, diz IBGE

05/02/10 às 08:49

O processo de recuperação da indústria perdeu fôlego no final de 2009, com duas quedas seguidas em novembro e dezembro, que resultaram numa perda de 1,2% no período.
Esse desempenho, no entanto, não deve ser visto como uma interrupção da tendência de alta que a produção vinha apresentando, segundo avaliação da coordenadora da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), Isabella Nunes.
 
A economista do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acrescentou que essa retração observada nos dois últimos meses do ano passado foi influenciada pelo fraco desempenho da indústria de bens duráveis no período, especialmente a produção automobilística. Isso pode ser impacto direto da elevação gradual do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a partir de outubro, que incide sobre os automóveis.
 
"Essas quedas parecem ser uma flutuação de curto prazo que não altera a tendência de alta", afirmou. As duas quedas consecutivas, na comparação com o mês imediatamente anterior, fizeram com que a indústria retornasse ao patamar de produção observado em setembro de 2007. Antes desse movimento, em outubro, a produção tinha níveis de atividade semelhantes a dezembro de 2007.
 
Se comparado a setembro de 2008, quando atingiu patamar recorde de produção, a indústria já caiu 6,2%. Até outubro, essa perda era de 5,1%. A queda mais acentuada desde a crise ocorre na produção de bens de capital, que encolheu 11,3 em relação a setembro de 2008. Ao contrário da indústria, o setor vem apresentando recuperação contínua. Em outubro, por exemplo, as perdas perante o período pré-crise eram de 16,5%.
 
O baque sobre a produção de bens duráveis pode ser medido por essa comparação. Em outubro, registrava alta de 0,8% frente a setembro de 2008. Com as quedas em novembro e dezembro, a produção de duráveis tem, agora, perdas de 9,1% sobre o período anterior à crise.
A produção de bens intermediários tem redução de 3% na comparação com setembro de 2008. Em outubro, as perdas, na mesma comparação, eram de 6%.
 
Os bens de consumo semi e não duráveis registram queda de 2,8% em relação a setembro de 2008. Em outubro, essa retração era a mesma.

Fonte: Folha online

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