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Alimentos e energia criam risco de inflação global, alerta FMI

10/04/08 às 16:45

 

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, alertou nesta quinta-feira (10) que a inflação pode ter voltado ao mundo por conta da alta dos preços dos alimentos e da energia, apesar da desaceleração generalizada da economia. Em uma coletiva de imprensa antes da assembléia de primavera do fundo e do Banco Mundial, Strauss-Kanh afirmou que economia global experimenta uma situação 'entre o gelo e o fogo'.

"Gelo é a desaceleração do crescimento global e o fogo é o aumento da inflação", explicou ele, em entrevista na sede do Fundo, em Washington. O FMI prevê crescimento de 3,7% na economia mundial para este ano. Para Strauss-Kahn, a questão agora é avaliar como a crise financeira, com epicentro nos Estados Unidos, será transmitida para o globo. O executivo destaca uma desaceleração de 1% no crescimento dos EUA, tomando por base a projeção divulgada ontem no relatório de Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês).

Nesta divulgação, no Encontro de Primavera, o Fundo prevê avanço da economia dos EUA de apenas 0,5% em 2008, o que significa uma redução ante a projeção anterior de 1,5% feita na revisão do documento em janeiro deste ano.

América Latina

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, alertou que os países emergentes não estão imunes à crise do crediário que abala os Estados Unidos, mesmo que até o momento regiões como a América Latina estejam demonstrando forte resistência. "Os países emergentes não estão imunes", declarou à imprensa Strauss-Khan, sem descartar uma possível extensão à América Latina e aos países asiáticos da crise que causou uma "suave recessão" nos Estados Unidos e que começou a afetar as principais economias européias. 

O diretor explicou que a crise complicou a concessão de empréstimos e as economias de alguns países poderiam ser afetadas por "depender seriamente dos fluxos de capitais". Nas perspectivas para a economia mundial, publicadas nesta semana, o FMI assegurou que a América Latina vai resistir à crise nos Estados Unidos este ano, com um crescimento de 4,4% para 2008 e 3,6% para 2009. "O prognóstico geral é que as economias da América Latina serão afetadas, mas não danificadas" pela crise americana, assegurou o FMI.

G1

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