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China e EUA desbloqueiam 20 bilhões de dólares para sustentar comércio

05/12/08 às 08:48

 

China e Estados Unidos pretendem desbloquear 20 bilhões de dólares adicionais para sustentar os fluxos comerciais no período de crise financeira, anunciou em Pequim o secretário americano do Tesouro, Henry Paulson.

"Com o objetivo de sustentar os fluxos comerciais neste período de crise financeira, Estados Unidos e China anunciam hoje que seus bancos de importação-exportação vão desbloquear 20 bilhões de dólares suplementares para créditos comerciais, em particular para importadores solventes nas economias em desenvolvimento", declarou Paulson ao fim da quinta sessão do Diálogo Econômico Estratégico entre os dois países.

"Estados Unidos e China esperam que os esforços gerem um financiamento total para as exportações de até 38 bilhões de dólares no próximo ano", acrescentou. Os créditos comerciais estão destinados a facilitar os fluxos de bens e serviços, importações e exportações, dos quais dependem muito o comércio de matérias-primas, intermediárias ou de consumo.

Uma falta de créditos comerciais pode atrasar imediatamente a produção econômica e o emprego, ao reduzir os fluxos comerciais, além de prejudicar o crescimento mundial, segundo Paulson. Durante os dois dias de reuinão em Pequim no último diálogo estratégico do governo de George W. Bush, autoridades chinesas e americanas ressaltaram a necessidade de apresentar um frente comum para combater a crise financeira atual, estimular o crescimento econômico e resistir às tentações protecionistas.

Além disso, a China defendeu o prosseguimento do diálogo com a próxima administração americana. "Esperamos prosseguir um diálogo pragmático e sincero com a nova administração nos Estados Unidos", declarou o vice-primeiro-ministro Wang Qishan.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda não se pronunciou sobre este diálogo de alto nível criado no fim de 2006 pelos presidentes Bush e Hu Jintao para tentar solucionar os litígios bilaterais. A crise financeira mundial dominou as discussões desta semana.

"Nas atuais circunstâncias, concordamos que devemos reforçar o diálogo e uma cooperação prática em diversos âmbitos", disse Wang Qishan na entrevista coletiva final conjunta com Paulson. A autoridade chinesa destacou ainda que as economias de Pequim e Washington se tornaram "interdependentes" desde o estabelecimento, há 30 anos, de relações diplomáticas bilaterais. "As relações China-EUA serão de máxima importância para nossas duas economias e para a economia mundial", concluiu Paulson

AFP

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