Notícias


 

Indústria automobilística reduz projeções de produção e vendas para 2008

05/12/08 às 08:18

 

Os resultados negativos de produção e vendas da indústria automobilística nacional nos últimos dois meses forçaram a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) a rever para baixo todas as projeções do setor para este ano. Os novos dados, divulgados nesta quinta-feira (4), refletem o impacto da crise financeira global no mercado brasileiro. Para a produção de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), a previsão de crescimento diminuiu de 15% para 8,8%, para um total de 3,240 milhões de unidades. A expectativa anterior era de 3,425 milhões.

Por causa da diminuição de crédito disponível no mercado para a compra de veículos novos, a estimativa agora é de que o segmento encerre o ano com alta de 14,3% nas vendas no mercado interno, com total de 2,815 milhões de veículos. A expectativa anterior era de fechar o ano com aumento de 24,2% nas vendas, ou seja, 3,060 milhões de unidades.

Já as exportações deverão cair 8,7% em volume este ano, para 720 mil unidades. Neste caso, a indústria esperava retração de 1%, para 780 mil unidades. Em valores, a nova projeção para as exportações é de crescimento de 1,5%, para US$ 13,7 bilhões, entretanto, a previsão inicial era de alta de 7,4% (US$ 14,5 bilhões).

Expectativas para 2009

Ao divulgar a revisão dos números, o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, não quis especificar as projeções para o ano que vem, no entanto, afirma que o patamar satisfatório para a indústria será manter o nível de desempenho de 2008. “Não tem como crescer em níveis como aconteceu neste ano, entre 20% e 25%. A cadeia acompanhou com um custo muito grande. A lógica é um mercado do tamanho de 2008”, observa Schneider. Segundo ele, desde 2002 a indústria cresce, em média, 10% ao ano.

Para o economista Raul Velloso, convidado pela Anfavea para debater a situação atual do setor diante da crise global, a indústria terá de se adaptar à nova realidade econômica. “O mundo mudou e o mercado mundial não voltará ao mesmo ritmo dos últimos seis anos”, afirma Velloso.

De acordo com a análise do economista, o Brasil sofre hoje com a queda das importações, a diminuição no investimento privado, a queda no consumo e com o crédito ao consumidor mais caro. “Não tem como não sermos afetados pela crise financeira global”, avalia. “Vivemos uma crise diferente de todas as outras. Ela não nasceu de um país emergente, mas nasceu de países desenvolvidos”, explica o economista, sobre a gravidade do atual contexto econômico global.

Para Raul Velloso, se o governo brasileiro não cortar gastos para financiar investimentos públicos e reduzir a Selic para, assim, estimular a injeção de recursos privados na economia nacional e o consumo interno, o país verá o Produto Interno Bruto (PIB) sofrer forte queda.

G1

Home | Voltar



Nos acompanhe nas Redes Sociais

 

 

Sistema FIEMT / IEL - Instituto Euvaldo Lodi - Mato Grosso
Av. Historiador Rubens de Mendonça, 4193 - Centro Político Administrativo
Cuiabá-MT - CEP: 78049-940 - Telefone: (65) 3611-1514 - FAX: (65) 3644-1757