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Indústria começa a sentir efeitos da crise mundial

04/12/08 às 14:04

 

Os impactos da crise internacional começam a aparecer no cenário industrial. O ritmo de crescimento da indústria em 2008 foi afetado em outubro, com diminuição das horas trabalhadas, do faturamento, dos salários e da utilização da capacidade instalada, informa a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, no mesmo mês, o emprego permaneceu praticamente estável, com crescimento de 0,1%.

O faturamento do setor caiu 0,2%, em comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais. Sem a dessazonalização, a indústria registrou aumento no faturamento de 2,4%, devido à existência de um dia útil a mais em outubro, na comparação com setembro.

O recuo no número de horas trabalhadas foi de 0,3%, após descontar os efeitos de sazonalidade e de calendário. Essa é a maior queda do dado dessazonalizado, na comparação com o mês imediatamente anterior, desde janeiro de 2007.

“O cenário mudou e começa a se manifestar de modo surpreendentemente rápido nos índices reais da produção industrial”, afirmou Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI.

Segundo ele, as quedas nos indicadores da indústria brasileira devem permanecer nos próximos meses, como efeito da crise econômica mundial. “A expectativa é de ajuste no ritmo da produção”, apontou Castelo Branco.

A utilização da capacidade instalada foi 0,5 ponto percentual menor do que em setembro, conforme indicador dessazonalizado, de 82,9%. Em média, a indústria operou com 84,6% da capacidade instalada, o mesmo indicador do mês anterior.

De acordo com o levantamento, o crescimento dos salários também perdeu intensidade. Em comparação com setembro, a massa salarial real recuou 0,6%. Os três setores que mantêm em queda a massa salarial no acumulado do ano são madeira, couros e calçados, e vestuário.

Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, a oferta de vagas na indústria expandiu-se 3,9%. Com o resultado de outubro, o emprego, na comparação anual, acumula expansão por 35 meses consecutivos. Os setores que mais abriram postos de trabalho foram outros equipamentos de transporte (19,3%) e máquinas e equipamentos (11,9%).

CNI

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