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Crise reduzirá crescimento da construção civil em 2009, diz Sinduscon

04/12/08 às 08:21

 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) estimou nesta quarta (3) que a expansão do setor será menor em 2009, mas que a crise internacional não atingirá o crescimento em 2008.

Segundo o Sinduscon, para este ano, a previsão é de alta de 10%, mas, para 2009, o setor deve crescer entre 3,5% e 4,7%, em razão da expectativa de redução do Produto Interno Bruto (PIB) e do menor investimento por parte das construtoras.

"Diante de todas essas notícias que nos são colocadas [sobre a crise], diria que seria um crescimento saudável para a construção civil [em 2009]", afirmou o presidente do sindicato, Sérgio Watanabe, durante apresentação dos números do setor na sede da entidade em São Paulo.

 Para Watanabe, o que sustenta a expectativa de crescimento para 2009 é o investimento do governo federal em infra-estrutura e o setor imobiliário que, apesar da crise, já tem empreendimentos em andamento e com vendas já realizadas.

A economista Ana Maria Castelo, da Fundação Getúlio Vargas, que participou da apresentação dos dados, acredita que o menor crescimento em 2009 já aconteceria mesmo sem a crise financeira internacional. "O fato é que a construção não conseguiria sustentar taxa de crescimento de 10% novamente em 2009. Essa redução haveria, mas a magnitude dessa redução veio de forma inesperada", avaliou.

De acordo com o Sinduscon, em outubro deste ano, o número de lançamentos foi 28% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado na região metropolitana de São Paulo.

Emprego

Neste ano, segundo dados do sindicato, a crise não atingiu o emprego. Segundo o diretor de Economia do Sinduscon, Eduardo Zaidan, só será possível avaliar os impactos da crise no nível de emprego no fim do primeiro trimestre de 2009.

A entidade afirmou que o último trimestre deste ano deve apresentar uma queda sazonal no número de postos de trabalho. Isso porque, segundo o diretor de Economia, novembro é mês de muitas chuvas, que prejudicam as obras, e dezembro tem poucos dias úteis, por conta das festas de fim de ano. "Isso não favorece novas contratações", explicou Zaidan.

Lançamentos

De acordo com a entidade, em outubro deste ano, o número de lançamentos foi 28% menor que o registrado no mesmo mês do ano passado na região metropolitana de São Paulo. Os dados seriam reflexo da crise, uma vez que os empresários tiveram mais dificuldades para obtenção de crédito para capital de giro e reduziram suas expectativas em relação às vendas.

Na 37ª Sondagem Nacional da Construção, realizada a partir de dados coletados com 235 construtoras de todo o país, empresários indicaram que podem diminuir os lançamentos voltados para a baixa renda. "Na cabeça do empresário, ele vai ter problemas na baixa e média renda porque o segmento depende de salários", explicou Zaidan. 

O diretor de Economia pondera, no entanto, que essa avaliação dos empresários ocorreu após as primeiras notícias sobre a crise. "Foi uma resposta em meio à tempestade." Para ele, não haverá redução expressiva nos lançamentos para baixa renda em razão de se tratar do segmento com maior demanda por habitação.

G1

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