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Líderes empresariais querem redução na taxa de juros

03/12/08 às 15:51

 

Mudar o atual modelo econômico, baseado no câmbio valorizado e juro alto, é condição para superar a crise. Este é o alerta feito por lideranças industriais, nesta quarta-feira, 3/12, em que pedem o corte urgente na taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano. O Comitê de Política Monetária do Banco Central reúne-se na próxima semana para definir se o índice será mantido ou não. Até lá, é grande a expectativa pela redução.

O empresário Jorge Gerdau Johannpeter, Coordenador-geral da Ação Empresarial Brasileira, entende que "a taxa elevada servia para um cenário de demanda superior a oferta, condição que não se repete no cenário atual de crise internacional.

“Nessa situação atual, o quadro é contrário. Inclusive, países que têm taxas extremamente baixas continuam reduzindo os juros. Então, acho que cabe um ajuste para analisar o novo cenário, com uma perspectiva de redução de demanda. Conseqüentemente, acho que a política de juros deve se ajustar. E juro caro é fator de desestímulo a investimentos. E o Brasil precisa continuar investindo”.

A Gerdau vai manter projetos, apesar da crise, mas segundo o presidente do Conselho de Administração do Grupo, a execução de alguns investimentos pode ser revista, e há possibilidade de atrasos. O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, diz que o setor mantém uma posição de confiança diante do atual cenário, mas quer ajustes.

“Nós precisamos de um novo arranjo para estimular a atividade econômica. Juro alto era uma equação de outro momento." Apesar da crise, a Confederação Nacional da Indústria mantém a previsão de crescimento para o setor em 2009 entre 3% e 3,5%.

CNI

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