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Pela 2ª vez, governo baixa projeção para o crescimento de 2009

05/11/08 às 14:10

 

O governo federal revisou para baixo, pela segunda vez, a sua estimativa de crescimento da economia brasileira para o ano de 2009, segundo confirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, nesta quarta-feira (5).

No ano passado, antes da piora da crise financeira internacional, o governo previa até 5% de expansão. Entretanto, no final de agosto, admitiu que o país cresceria menos no próximo ano, baixando a estimativa para 4,5%. Nesta quarta-feira, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou que o PIB deverá crescer de 3,7% a 3,8% no próximo ano. "É o melhor cálculo que tem até o momento", disse ele.

Projeção do mercado financeiro

Apesar de reduzir novamente a projeção de crescimento da economia brasileira em 2009, o governo ainda mantém uma estimativa superior à dos analistas do mercado financeiro, que esperam uma elevação de 3% para o PIB no próximo ano.

"Se você olhar as projeções que o mercado fez nos últimos 105 anos, quase que invariavelmente eles erram quando eles falam do crescimento. Eles começam fazendo projeções mais conservadoras, e depois saem correndo atrás dos indicadores. Depois, correm atrás e vão reajustando", disse Paulo Bernardo.

Comparação com o mundo

Mesmo projetando um crescimento mais baixo, o ministro do Planejamento considera que a estimativa ainda é boa dada a crise financeira que atinge as economias neste momento. "Se pegar o que está acontecendo no Brasil, comparar com o mundo e divulgar em qualquer lugar que vamos crescer 3,8%, vai ter festa. Porque a verdade é que tinha gente achando que seria o fim da história, que acabaria o Brasil", afirmou o ministro.

Corte de despesas

O ministro Paulo Bernardo lembrou que uma estimativa menor de crescimento da economia brasileira, em relação ao que estava previsto antes na proposta de orçamento de 2009, resultará em redução das receitas previstas. Com isso, gastos terão de ser contidos em igual proporção.

Com a queda da estimativa de 4,5% para 3,7% a 3,8% para o crescimento em 2009, o ministro estima que cerca de R$ 15 bilhões em receitas de impostos e contribuições federais deixarão de ser recolhidos, dos quais R$ 9 bilhões iriam para a União e, o restante, para estados e municípios. Com isso, o orçamento do próximo ano deverá ser ajustado. "Há uma determinação do presidente Lula para manter as obras do PAC e os programas sociais", disse ele.

Empoçamento do crédito


O ministro do Planejamento se mostrou preocupado também com o chamado "empoçamento" do crédito - retenção das linhas de empréstimos por parte das instituições financeiras. Segundo ele, esse é um "risco real" para qualquer economia. Avaliou, entretanto, que o BC tem sido "duro". Recentemente, a instituição tomou uma medida para tentar obrigar os bancos a comprarem carteiras de outras instituições financeiras.

"Porque uma empresa saudável, sem qualquer tipo de problema, com mercado e boa produção, se não tiver crédito pode entrar em colapso. Estamos trabalhando dia a dia, a Fazenda e o Banco Central. [O presidente] Lula tem dedicado atenção a isso. Se faltar crédito, vai dar problema grave na economia real. Isso não aconteceu até agora. Mas é um risco que tem que ser cuidado", afirmou.

G1

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