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IBGE revisa alta do PIB de 2006 para 4,0%

05/11/08 às 09:34

 

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 4,0% em 2006, segundo dados consolidados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (5). O dado anterior apontava alta de 3,8%.

Para o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto, esse aumento de 0,2 ponto percentual no crescimento do PIB não foi influenciado por nenhum fator específico. "Na verdade, o que você tem hoje é uma base de dados maior, com cerca 300 produtos que integram o PIB", apontou.

Em moeda corrente, o PIB nacional foi de R$ 2,37 trilhões em 2006. Já o PIB per capita ficou em R$ 12.688, um crescimento em volume de 2,5% na comparação com 2005.

Pela ótica da produção, o crescimento do PIB resultou dos aumentos de 3,7% no valor adicionado e de 5,7% no volume dos impostos sobre produtos. A maior variação em volume do valor adicionado foi a da agropecuária (4,5%), seguida pelos serviços (4,2%) e pela indústria (2,3%).

Em relação à demanda, o consumo final cresceu 4,5% em 2006, resultado do aumento de 5,3% no consumo das famílias, de 2,6% no consumo final do governo e de 1,7% no consumo das instituições sem fins de lucro a serviço das famílias. A formação bruta de capital fixo (FBCF, o mesmo que investimento) registrou a taxa de crescimento mais expressiva dentre os componentes da demanda: 9,8%.

Já pela ótica da renda, a expansão da economia em 2006 levou a um crescimento de 2,6% no número de ocupações no mercado de trabalho, totalizando 93,2 milhões de ocupações. O rendimento médio anual, em valores correntes, alcançou R$ 10.551 por ocupação, superando nominalmente em 8,8% o resultado de 2005. 

Setores

A agropecuária foi a atividade que registrou maior crescimento em volume (4,5%) entre 2005 e 2006, em relação à participação relativa no total do valor adicionado. Apesar disso, foram os serviços que continuaram ganhando peso em 2006, passando de 65,0% para 65,8%, com variações em volume (4,2%) e em preço (7,2%) acima do total da economia (3,7% e 6,5% respectivamente).

A atividade com a maior variação foi, como em 2005, a de serviços de intermediação financeira e seguros (8,4%), devido ao aumento do volume na oferta de crédito. O segundo maior aumento foi o da saúde pública (6,8%).

O crescimento da agropecuária, de 4,5% em volume, representou uma recuperação em relação a 2005, quando a atividade havia crescido apenas 0,3%. Apesar disso, a participação da agropecuária no total do valor adicionado bruto passou de 5,7% para 5,5%.

A indústria também apontou crescimento em 2006, de 2,3% em volume, acima dos 2,1% verificados em 2005. Ainda assim, como esse crescimento foi menor que os das demais atividades, houve queda de participação no total do valor adicionado bruto (de 29,3% para 28,8%).

G1

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