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Impactos da crise na produção somente em 2009, avalia CNI

05/11/08 às 08:03

 

Os efeitos da desaceleração da economia mundial serão sentidos com maior rigor pela indústria a partir do início de 2009. Por enquanto, o impacto é mais intenso  nos setores de bens de consumo duráveis de alto valor, como o de automóveis, cujas vendas dependem de crédito.

As previsões foram feitas hoje pelo economista Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), durante a divulgação dos Indicadores Industriais de setembro.

Segundo ele, a recessão mundial e a queda dos preços das commodities deve reduzir para 3,5% o ritmo de crescimento da economia brasileira em 2009. Castelo Branco acrescentou que ainda é cedo para ter uma avaliação precisa do impacto da crise sobre a atividade industrial e o emprego. Isso dependerá das medidas que forem tomadas para a recomposição da liquidez e da oferta de crédito no país.

Ele disse que as medidas adotas pelo governo até agora, como a liberação dos depósitos compulsórios e a autorização para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprarem carteira de créditos de bancos, foram acertadas. Mas, destacou o economista, outras providência podem ser tomadas para aliviar o caixa das empresas. Uma delas é a ampliação do prazo de pagamento de impostos, sugerida pela Carta da Indústria, documento produzido no 3º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), realizado pela CNI, em 28 e 29 de outubro, em Brasília.

Castelo Branco explicou que, atualmente,  tributos federais, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), as contribuições à Previdência, são recolhidos pelas empresas a cada  30 dias, prazo inferior aos 45 ou 50 dias concedidos nas vendas das mercadorias.

“A empresa paga o imposto antes de receber pela venda do produto”, argumentou o economista. Nos países europeus, as empresas pagam o Imposto sobre Valor Agregado de três em três meses O aumento do prazo para recolhimento de impostos, sugerido pela CNI, está em estudo no governo e, conforma Castelo Branco, será importante para garantir o capital de giro das empresas nesse momento de escassez de liquidez e de crédito na economia.

Agência CNI

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