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NOTA - Novas medidas contra a crise

03/11/08 às 16:44

 

Segundo o colunista Luiz Nassif, o conjunto de medidas divulgadas na quinta-feira (30) pelo governo é o mais importante desde o início da crise. O Banco Central saiu da letargia e do dogmatismo e a Fazenda focou nos pontos corretos. Segundo ele, agora fica mais claro como será a atuação da política econômica, especialmente tendo em vista o cenário de 2009.

Confira os pontos mais importantes:

1. Agricultura - medidas procurando resolver a parte mais pesada da crise de crédito: o financiamento da safra do Centro-Oeste, que se baseia muito em tradings. O governo destinou, também, parcela maior da poupança verde para o setor, além de permitir aos bancos financiar o capital de giro da agricultura.

2. Bancos - medidas mais fortes para obrigar os bancos maiores a adquirir carteiras de bancos menores. Faltam ainda medidas para desobstruir o crédito em geral. Uma das relevantes (já antecipada aqui) é a possibilidade dos bancos utilizarem os contratos de ACC como contra-garantia, na hora de comprar hedge do BC. O CMN (Conselho Monetário Nacional) também autorizou os bancos vendedores a distribuírem o prejuízo da carteira ao longo dos anos.

3. PAC - a decisão de reduzir a meta de superávit fiscal marca, definitivamente, a opção por fazer com que os gastos públicos ajudem a segurar a atividade econômica. Ficou claro que, faltando recursos, não haverá receio em reduzir ainda o superávit. Esse movimento obriga a redução dos juros. Caso contrário, haverá um déficit nominal (o operacional mais a conta de juros) expressivo.

4. BNDES - definição de mais linhas para capitalizar o banco para o próximo ano. Esta semana foram mais R$ 7 bi. No total, serão mais R$ 40 bi. A criação do fundo soberano será uma outra ferramenta para permitir a manutenção dos investimentos.

5. Reforço nos programas de financiamento habitacional, criando linhas para funcionários públicos.

Falta, ainda, definir medidas de coerção para obrigar os bancos a emprestarem mais para pequenas e médias empresas e pessoas físicas. Agora é esperar a aplicabilidade de tais instrumentos na economia real.

Carlos Vitor Timo
Assessor econômico da FIEMT

Assessoria Econômica FIEMT

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